Paulo Victor Ferreira Leal, de 29 anos, foi absolvido pelo Tribunal

06/06/2026
Paulo Victor Ferreira Leal, de 29 anos, foi absolvido pelo Tribunal do Júri da acusação de tentar matar um idoso em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a investigação, ele cometeu o crime por vingança, pois o homem teria causado o acidente que terminou com a morte do pai de Paulo Victor. Um vídeo mostra a batida, em 2024 (veja acima).
A sentença foi dada na quarta-feira (3) pela Comarca de Anápolis e ainda pode ser contestada. Um amigo do jovem, acusado de participação no crime, também foi absolvido.
O g1 entrou em contato com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), nesta sexta-feira (5), para saber se o órgão irá recorrer da decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Em nota ao g1, o advogado Maxmiliano Sant’Ana afirmou que a defesa apresentou aos jurados as circunstâncias do caso e o impacto emocional e psicológico sofrido por Paulo Victor e por toda a sua família após a morte trágica de seu pai (leia na íntegra ao final do texto).
“Foi amplamente apresentado aos jurados que uma eventual condenação produziria consequências extremamente gravosas não apenas para o acusado, mas também para seu núcleo familiar, especialmente seu filho recém-nascido, sua mães e suas irmãs, pessoas que já convivem diariamente com a dor irreparável do luto decorrente da perda do patriarca da família”, destacou.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás, Paulo Victor e o amigo agrediaram o idoso, que atuava como caminhoneiro, no dia 27 de abril de 2024, no Residencial Ipanema, em Anápolis. A acusação sustenta que a motivação foi a morte de Jonsicleide de Souza Leal, de 48 anos, atropelado em janeiro de 2024, em um acidente na BR-153.
Segundo o MP-GO, os dois foram até a casa do idoso armados com uma faca e canivete e o atacaram dentro da residência. A denúncia aponta que a vítima foi atingida dez vezes e foi agredida com socos e chutes.
Na época, a Polícia Militar informou que um dos suspeitos foi contido por moradores e preso em flagrante. A defesa de Paulo Victor afirmou que ele se apresentou espontaneamente à polícia e admitiu ter participado das agressões. No entanto, alegou que ele agiu sob violenta emoção, e que não teve a intenção de matar o homem.
O idoso foi socorrido por familiares e levado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana) e resistiu aos ferimentos. A defesa dele não foi localizada.
"A vítima do fato que originou o sofrimento familiar teria realizado manobra proibida ao acessar a BR-153, além de haver indícios de que estaria sob efeito de álcool, circunstâncias que foram submetidas à apreciação dos jurados", afirmou o advogado de Paulo Victor.
Nota da defesa de Paulo Victor Ferreira Leal
A defesa de Paulo Victor Ferreira Leal, representada pelo advogado Dr. Maxmiliano Sant’Ana, esclarece que a absolvição proferida pelo Tribunal do Júri foi resultado da análise soberana dos jurados, que acolheram a tese defensiva apresentada durante o julgamento.
Ao longo da instrução processual e dos debates em plenário, a defesa demonstrou não apenas as circunstâncias que envolveram os fatos, mas também o profundo impacto emocional e psicológico sofrido por Paulo Victor e por toda a sua família após a morte trágica de seu pai, vítima de atropelamento.
Foi amplamente apresentado aos jurados que uma eventual condenação produziria consequências extremamente gravosas não apenas para o acusado, mas também para seu núcleo familiar, especialmente seu filho recém-nascido, suas mães e suas irmãs, pessoas que já convivem diariamente com a dor irreparável do luto decorrente da perda do patriarca da família.
A defesa também levou ao conhecimento do Conselho de Sentença elementos que apontavam para a dinâmica do acidente, sustentando que a vítima do fato que originou o sofrimento familiar teria realizado manobra proibida ao acessar a BR-153, além de haver indícios de que estaria sob efeito de álcool, circunstâncias que foram submetidas à apreciação dos jurados.
Durante o julgamento, foram apresentadas provas documentais, testemunhais e elementos relacionados ao contexto emocional vivenciado por Paulo Victor e seus familiares, permitindo que os jurados formassem sua convicção de maneira livre e fundamentada.
O veredicto absolutório representa a manifestação legítima da soberania do Tribunal do Júri, expressão máxima da participação popular na administração da Justiça, refletindo o entendimento dos jurados acerca de todas as circunstâncias humanas, familiares e jurídicas debatidas em plenário.
Dr. Maxmiliano Sant’Ana
Advogado de Defesa de Paulo Victor Ferreira Leal
OAB/GO nº 57660
Fonte:G1

Lutador que agrediu adolescente em Goiânia corta tornozeleira

05/06/2026

Depois de romper a tornozeleira eletrônica e passar horas foragido ao saber que seria preso, o lutador Rafael Gomes Pereira se entregou à polícia no início da noite desta quinta-feira (4), em Trindade. A rendição ocorreu após uma negociação intermediada por seu advogado, logo após o juiz Giuliano Morais Alberici decretar a prisão preventiva do atleta por agressão a um adolescente e descumprimento de ordens judiciais.

A defesa do lutador afirmou que ele está colaborando com a justiça e que solicitará a sua soltura nas próximas horas. A prisão ocorre após descumprimento de medida cautelar determinada em audiência de custódia. Rafael foi flagrado monitorando a família da vítima, quando deveria mater distanciamento de pelo menos 300 metros dos familiares, entre outras medidas.

A ordem de prisão foi assinada digitalmente às 15h23 de hoje pelo magistrado da 2ª Vara Criminal dos crimes contra vítimas hipervulneráveis (Crianças e Adolescentes, Pessoas com Deficiência e Idosos) e crimes de trânsito de Goiânia. A decisão atendeu a um pedido da autoridade policial da Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão da capital, que contou com o parecer favorável do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Assim que foi comunicado por sua defesa sobre a existência do mandado, Rafael violou o sistema de monitoramento eletrônico, cortando o dispositivo, e fugiu. Ele permaneceu com o paradeiro desconhecido durante toda a tarde, até ser convencido por seus defensores a se entregar na delegacia de Trindade, na Região Metropolitana da capital.

Fonte Mais Goiás

Depois de romper a tornozeleira eletrônica e passar horas foragido

05/06/2026
Depois de romper a tornozeleira eletrônica e passar horas foragido ao saber que seria preso, o lutador Rafael Gomes Pereira se entregou à polícia no início da noite desta quinta-feira (4), em Trindade. A rendição ocorreu após uma negociação intermediada por seu advogado, logo após o juiz Giuliano Morais Alberici decretar a prisão preventiva do atleta por agressão a um adolescente e descumprimento de ordens judiciais.
A defesa do lutador afirmou que ele está colaborando com a justiça e que solicitará a sua soltura nas próximas horas. A prisão ocorre após descumprimento de medida cautelar determinada em audiência de custódia. Rafael foi flagrado monitorando a família da vítima, quando deveria mater distanciamento de pelo menos 300 metros dos familiares, entre outras medidas. O flagrante foi noticiado pelo Mais Goiás com exclusividade.
‘Bateu no meu pai duas vezes’, diz irmã de lutador que agrediu adolescente em Goiânia
‘Achei que estava armado’, diz lutador solto após agressão contra adolescente em Goiânia
A ordem de prisão foi assinada digitalmente às 15h23 de hoje pelo magistrado da 2ª Vara Criminal dos crimes contra vítimas hipervulneráveis (Crianças e Adolescentes, Pessoas com Deficiência e Idosos) e crimes de trânsito de Goiânia. A decisão atendeu a um pedido da autoridade policial da Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão da capital, que contou com o parecer favorável do Ministério Público de Goiás (MPGO).
Assim que foi comunicado por sua defesa sobre a existência do mandado, Rafael violou o sistema de monitoramento eletrônico, cortando o dispositivo, e fugiu. Ele permaneceu com o paradeiro desconhecido durante toda a tarde, até ser convencido por seus defensores a se entregar na delegacia de Trindade, na Região Metropolitana da capital.
Risco à ordem pública e reiteração
O pedido de prisão preventiva foi motivado pelo descumprimento das medidas cautelares diversas da prisão que haviam sido impostas a Rafael durante a sua audiência de custódia.
Ao analisar o caso, o juiz Giuliano Morais Alberici destacou que a reiteração no descumprimento das ordens judiciais e a própria natureza dos crimes justificam a necessidade da reclusão para a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. O atleta é investigado por lesão corporal (Artigo 129 do Código Penal) combinada com o crime de corrupção de menores (Artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente).
“Observo que a cumulação das penas máximas abstratas e a natureza das infrações (envolvendo violência contra adolescente e corrupção de menores), autorizam a segregação cautelar, eis que o somatório dos delitos dolosos imputados supera o patamar de 04 (quatro) anos, circunstâncias que aliadas aos demais fundamentos esposados autorizam a segregação cautelar”, fundamentou o magistrado na decisão.
Histórico e próximos passos
Além de determinar o recolhimento imediato do lutador a uma unidade prisional, o juízo determinou o envio de cópias da decisão para outros processos vinculados ao investigado e oficiou a 1ª Vara de Hipervulneráveis da capital para informar sobre os novos fatos, onde constam registros anteriores envolvendo o atleta.
Como a prisão foi efetuada fora da jurisdição do juiz processante (em Trindade), a Polícia Civil deve formalizar o registro e comunicar imediatamente tanto o magistrado de Goiânia quanto a autoridade judicial local para que sejam tomadas as providências para a realização da nova audiência de custódia.
A defesa de Rafael Gomes Pereira não havia se manifestado publicamente até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Fonte:Mais Goias

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